COVID-19: entenda a testagem domiciliar por amostragem em Ibitinga

A testagem domiciliar por amostragem está em andamento na cidade de Ibitinga. Desde terça-feira (18) as equipes de saúde do SAMS, em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP/USP), visitam moradores e oferecem a aplicação de testes rápidos.

De acordo com o Dr. Amaury Lelis Dal Fabbro, médico infectologista e professor titular do Departamento de Medicina Social da FMRP/USP, os endereços foram escolhidos aleatoriamente por sorteio com a finalidade de criar dados estatísticos.

“O objetivo é avaliar a prevalência do novo coronavírus através de pesquisa de amostragem. Serão aplicados aproximadamente mil testes em lares cujos endereços foram sorteados proporcionalmente à densidade demográfica da cidade”, explicou o doutor da FMRP/USP.

Os testes chegarão a, aproximadamente, 300 famílias. Inicialmente, os especialistas da FMRP/USP sortearam 56 casas. Em seguida, definiram que, a partir de cada residência sorteada, outras quatro da mesma rua também receberiam a visita das equipes.

“Por critério, estas outras quatro moradias são duas à direita e duas à esquerda da residência sorteada. Em caso de endereços não habitáveis, as equipes pulam automaticamente para a próxima até acessarem cinco moradias na mesma quadra”, detalhou o pesquisador Dr. Amaury Fabbro.

Segundo Fabbro, o volume de testes apresentará dados significativos para nortear as estatísticas no município.

“Essa é uma pesquisa muito confiável, com margem de erro de apenas 2% para mais ou para menos, dando uma margem de confiança significativa de avaliação epidemiológica em qualquer proporção de pessoas que tiveram contado com o novo coronavírus”, complementou o professor titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Os resultados da amostragem permitirão ações estrategicamente segmentadas de prevenção e combate ao novo coronavírus, em parceria com o Departamento de Medicina Social da FMRP/USP.

Logística

Em campo, as equipes de saúde do SAMS estão devidamente identificadas e protegidas por EPIs. “O morador recebe todas as orientações necessárias de acordo com cada caso. Quando assintomáticos, deverão ficar em isolamento domiciliar e, manifestando sintomas, deverão procurar a UPA”, disse Queila Pavani, enfermeira diretora do SAMS.

Queila ressalta que os testes domiciliares por amostragem não substituíram os trabalhos da Central de Monitoramento e Combate ao Novo Coronavírus, instituído em Ibitinga. “A UPA, o PS da Vila Maria e as unidades de saúde devem ser procuradas pelos moradores que apresentarem sinais da doença”, ressalvou.

A diretora ainda alerta que os testes rápidos não servem de diagnóstico. “Eles dependem de toda uma análise clínica que envolve as condições de saúde do paciente, seu ambiente, sintomas e até a data da coleta do teste rápido. Cada caso deve ser analisado individualmente para evitar resultados inconclusivos”, explicou Queila.

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