Prefeitura: Pesquisa mostra que 12% da população de Ibitinga contraiu coronavírus

Mais de 12% da população de Ibitinga já foi infectada com o novo coronavírus. A porcentagem é o resultado do levantamento epidemiológico populacional por amostragem de domicílios, encomendado pela Prefeitura e pelo SAMS ao Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP/USP).

“Coordenamos a pesquisa que consistiu em realizar o teste rápido em moradores de quase 300 domicílios. O objetivo foi estimar a prevalência de infecção do novo coronavírus na cidade de Ibitinga, com a finalidade de conhecer melhor o cenário da doença no município e possibilitar dados norteadores para ampliar o planejamento estratégico de combate à Covid-19”, explicou Dr. Amaury Lelis Dal Fabbro, médico infectologista e Professor Titular do Departamento de Medicina Social da FMRP/USP.

O levantamento epidemiológico foi realizado entre os dias 18 e 22 de agosto. Os domicílios foram escolhidos por sorteio aleatório, de acordo com a densidade demográfica das regiões da área urbana (saiba mais aqui).

“A margem de erro da pesquisa é de 3% para mais ou para menos, para um nível de confiança de 95% na proporção de pessoas que tiveram contado com o novo coronavírus”, complementou Amaury.

Dados

Segundo o relatório, emitido pelo Departamento de Medicina Social da FMRP/USP, as visitas coletaram 451 exames sorológicos para o novo coronavírus, que descobriu 55 (12,2%) positivos. Dos casos positivos, 14,7% eram mulheres.

“O número de mulheres submetidas ao teste sorológico também foi maior (57,2%) proporcionalmente. O levantamento também aponta que as faixas etárias de 20 a 39 anos e de 40 a 59 anos mostraram as maiores proporções de positivos”, analisou o médico.

Na pesquisa, todos os casos positivos relatados eram casos leves e nenhum deles necessitou de internação hospitalar. Os dados também apontaram que, dos 18 profissionais de saúde examinados na amostra, apenas um resultou positivo para a doença.

“É um aspecto intrigante, contrário ao esperado. Isso pode indicar que os profissionais de saúde estejam mais equipados e treinados a tomar as medidas de controle, como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso de álcool em gel, além de manterem isolamento social maior”, observou o coordenador.

O relatório alerta que os resultados são uma “fotografia” da doença no período em que a testagem domiciliar foi aplicada.

“É como se fosse uma fotografia daquele instante. Portanto, recomenda-se manutenção de medidas de controle e isolamento social de acordo com a fase classificada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Especialmente das pessoas com mais de 60 anos e com comorbidades”, concluiu o doutor Amaury Lelis Dal Fabbro.

 

Texto: Prefeitura de Ibitinga